Navegador e escritor Amyr Klink encerra programação do Auditório Juarez Moreira
Publicada em por Ascom - Seduc em Geral
Experiências enquanto navegador e que lhe incentivaram na carreira de escritor foram repassadas à plateia do Auditório Juarez Moreira, na noite desta quarta-feira, 3, por Amyr Klink. Ele encerrou a programação do espaço na Flit – Feira Literária Internacional do Tocantins, com a palestra ‘Competências na Educação Moderna: mudanças, desafios, perspectivas e qualidade no planejamento’.
Em suas andanças pelo mundo, Amyr pôde comparar o sistema educacional de alguns destes lugares com o do Brasil e constatou: “Temos grandes escolas e professores, mas falta estímulo", declarou, acrescentando que falta ao brasileiro o exercício da escrita e da leitura.
Nas expedições aprendeu, também, que o grande mérito do seu trabalho está em aprender a líder com os erros e não com o sucesso.
Amyr Klink, que ficou conhecido por ter feito viagens ao redor do mundo como da Antártica ao Ártico, mora em uma casa sem energia elétrica e sem sinal de celular na região de Paraty. Segundo ele, é preciso se afastar das inovações tecnológicas para aprender a valorizar. “Lá, minhas filhas entenderam a necessidade de desligar a torneira enquanto se escova os dentes, pois para se reestabelecer a água é preciso andar uma boa distância”.
A experiência na Antártica tem atraído educadores, interessados em levar o conhecimento aos seus alunos da rede pública da cidade de Americana (SP).Conforme Amyr, 40 professoras pretendem fazer a viagem e estão angariando recursos para conseguir feito.
Natural de São Paulo, filho de pai libanês e mãe sueca, começou a frequentar a região de Parati (RJ) com a família quando tinha apenas dois anos de idade. O local o inspirou a viajar a solitária, num barco a remo, no oceano Atlântico, em 1984. Foi um percurso de sete mil quilômetros entre Luderitz, na Namíbia, (África) a Salvador, Bahia (Brasil).
O navegador mora em Parati, onde mantém uma escola de navegação para jovens carentes. Tem formação em economia pela Universidade de São Paulo. É sócio-fundador do Museu Nacional do Mar, localizado em São Francisco do Sul, Santa Catarina e da Revista Horizonte Geográfico.
Teatro
Ainda no Auditório Juarez Moreira, as crianças tiveram uma programação especial de encerramento da Flit, nesta quarta-feira. De forma bem humorada, em uma peça teatral , O Grupo Luz e Ribalta, em O Macaco Juiz, passou a lição ao público de que um mau entendido se resolve conversando, em vez de discussão. Na peça, o lobo e a raposa, ao brigarem por um queijo, procuram a ajuda de um macaco e acabam sendo trapaceados pelo macaco espertalhão.
A cia repetiu ainda a apresentação da peça Sopa de Pedra, sucesso entre a criançada na terça-feira, 02.